Muito além do samba: os novos sons do Brasil que tiram qualquer um para dançar

Quatro produtores musicais elegem as revelações do ano que passaram por festivais e circuitos de música brasileiros
TALITA BEDINELLI
Fonte: El País
A cantora Xênia França, que lançou disco este ano com patrocínio da Natura Musical. TOMAS ARTHUZZ (NATURA MUSICAL)
Quatro produtores culturais, que organizam festivais pelo Brasil, contam ao EL PAÍS quais foram suas surpresas em 2017.

Ana Garcia, produtora do Coquetel Molotov, um dos festivais de música mais importantes do país, que neste ano completou sua 14ª edição, em Recife

Xênia França

"Xênia França começou a se destacar com o seu grupo Aláfia, mas este ano lançou o seu disco solo de estreia [com patrocínio do Natura Musical] e tem deixado todo mundo boquiaberto com as suas apresentações. O disco vem com muito tambores, ambientações tribais flertando com o jazz."
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Linn da Quebrada
"Linn lançou este ano um álbum visual chamado “Pajubá” com 14 músicas clipes. O disco é um manifesto. O show é muito forte, pesado, cru e chega até a incomodar os desprevenidos na plateia. Foi um dos melhores show do Coquetel Molotov 2017 e espero que ela rode todos os festivais."
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Kalouv
"Kalouv é uma das melhores bandas instrumentais brasileira atualmente e ainda são da minha cidade, Recife. Eles lançaram o seu terceiro disco “Elã” via financiamento coletivo. Ao vivo, o show é bem visceral e estão ganhando cada vez mais público pelo país. É uma das minhas maiores apostas para 2018."
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Mancha Leonel, músico e produtor, conduz desde 2007 a Casa do Mancha, em São Paulo, um laboratório de gravações e apresentações musicais onde já passaram mais de 1.000 artistas nos últimos dez anos

Giovani Cidreira
"Recém chegado de Salvador a São Paulo, esse magrelo de olhos curiosos vem chamando atenção por onde passa. Acabou de lançar Japanese Food, um disco impecável de ritmos quebrados e letras inteligentes mostrando que a música contemporânea brasileira tem um caminho fértil se não procurar o óbvio. Ao vivo sua força no palco deixa ainda mais nítida a capacidade que esse artista tem de alçar voos longos." 
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Aíla
"Com seu segundo álbum, Em cada verso um contra ataque, a cantora traçou uma nova forma de apresentar a regionalidade belenense que caracterizou seu primeiro trabalho em roupagem atual e alinhada a um discurso político e social que chega em boa hora. Aíla encontrou seu jeito de cantar e destila isso com potência, não tem como ficar imune à essa mistura do Pará com o resto do mundo."
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Ema Stoned

"O trio instrumental de São Paulo teve um belo destaque no segundo semestre passando por vários festivais e chamando atenção pelo vigor das apresentações ao vivo. No palco Jéssica, Elke e Alê costuram porradas e texturas com maestria levando o público a um universo lúdico e sombrio, numa viagem particular das três em comunhão. Em 2018 vem o álbum de inéditas da banda, fiquemos de olhos e ouvidos atentos."
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Paulo André, produtor e criador do Abril Pro Rock, um dos maiores festivais independentes do eixo Norte-Nordeste, que neste ano celebrou 25 edições em Olinda (Pernambuco)

 Lucas Estrela
"Ano passado vi ao vivo no festival Se Rasgum (em Belém), quando nem sabia que existia uma orquestra pau cordista de carimbó. Influenciado pelas guitarradas com o groove matador do carimbó, Lucas foi um dos melhores encontros da música contemporânea brasileira com a tradicional, como havia tempos não via. O Pará reentrou definitivamente no mapa da música pop brasileira. Curti muito este segundo disco dele, passou no teste."
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Arrete
"As meninas de Jaboatão dos Guararapes representam o empoderamento feminino no hip hop, com um discurso atual e necessário. São boas de palco e carismáticas. Precisam se juntar com as moças do Sinta a Liga, de João Pessoa, e saírem pelo Brasil. Lindas."
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Roça Sound

"Fiquei muito impressionado com o show deles no Feira Noise, festival em Feira de Santana, na Bahia. Eles já tem um hit, "Chama o Motoboy", foi a banda com que a plateia mais enlouqueceu, me mostrou um tesouro escondido no interior da Bahia. Podem tocar em qualquer festival do mundo. São pós Baiana System...hahahaa."
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Jonas Bender Bustince,  é um dos fundadores do selo Honey Bomb, de , de música independente. É produtor executivo no Festival Brasileiro de Música de Rua e curador e co-realizador do Festival Enxame, ambos em Caxias do Sul (RS) .

Cora

"Banda curitibana que lançou EP de estreia em 2017. O registro demorou tanto pra sair que foi batizado de Não Vai Ter Cora, mas valeu a espera. São cinco faixas que transitam entre dream pop e rock alternativo, com letras que abordam as dores mais profundas e percepções sobre o feminino."

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Letrux (RJ)

"Seu disco de estreia e suas performances ao vivo são hipnotizantes e nos fazem entrar no climão do álbum e das suas histórias."
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My Magical Glowing Lens (ES)
"Uma banda criada, projetada e encabeçada pela Gabriela Deptulski, uma jovem capixaba que em 2017 lançou Cosmos, seu primeiro álbum completo que navega por ondas neo-psicodélicas e relata experiências próprias de sonhos e estados de mente."
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